Eu estava prestes a dar mais uma de minhas saudáveis e emagrecedoras caminhadas diárias quando pensei: “É cedo demais, o comércio ainda não abriu e odeio desperdiçar tempo; cada caminhada tem que ser aproveitada com a leitura ou compra de um livro.”. Então decidi servir uma taça de vinho a ser degustado para passar o tempo.
Claro, a hiperatividade que me induzia a caminhar foi apaziguada, mas nem por isso a disposição foi embora. Na medida certa (de uma a vinte taças), o vinho não age como sonífero. No mais, acredito que ele libere serotonina (como foi provado que a cerveja faz), pois o bom humor do qual gozo agora é semelhante àquele causado pela ação da endorfina, só que maior, senão mais intenso. Em suma, uma incomum – mas muito bem-vinda – alegria eufórica.
Vinho, todos sabem, faz bem pro coração. É aconselhável durante as refeições. Mas e nesse caso, em que não há fome e uma refeição é desnecessária, para não dizer maléfica?
Se uma taça ou duas taças (a quantia modesta recomendada por muitos cardiologistas) deve acompanhar um prato de comida, e você não tem fome ou não deseja comer, sugiro substituir o prato por… uma outra taça de vinho.
PS: pra não pensarem que estou incentivando o consumo de bebida alcoólica em jejum completo, acho importante citar que me alimentei antes com uma batida de mamão, suficientemente densa e substancial para mim, talvez menos para outrem.