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vinho matinal

Eu estava prestes a dar mais uma de minhas saudáveis e emagrecedoras caminhadas diárias quando pensei: “É cedo demais, o comércio ainda não abriu e odeio desperdiçar tempo; cada caminhada tem que ser aproveitada com a leitura ou compra de um livro.”. Então decidi servir uma taça de vinho a ser degustado para passar o tempo.

Claro, a hiperatividade que me induzia a caminhar foi apaziguada, mas nem por isso a disposição foi embora. Na medida certa (de uma a vinte taças), o vinho não age como sonífero. No mais, acredito que ele libere serotonina (como foi provado que a cerveja faz), pois o bom humor do qual gozo agora é semelhante àquele causado pela ação da endorfina, só que maior, senão mais intenso. Em suma, uma incomum – mas muito bem-vinda – alegria eufórica.

Vinho, todos sabem, faz bem pro coração. É aconselhável durante as refeições. Mas e nesse caso, em que não há fome e uma refeição é desnecessária, para não dizer maléfica?

Se uma taça ou duas taças (a quantia modesta recomendada por muitos cardiologistas) deve acompanhar um prato de comida, e você não tem fome ou não deseja comer, sugiro substituir o prato por… uma outra taça de vinho.

PS: pra não pensarem que estou incentivando o consumo de bebida alcoólica em jejum completo, acho importante citar que me alimentei antes com uma batida de mamão, suficientemente densa e substancial para mim, talvez menos para outrem.

open bar

Open Bar; não importa se você pagou para uma festa com essa temática ou se um casal ou formando está dando de presente para os convidados: você vai aproveitar ao máximo. E foi pensando nisso que decidi publicar esse email (correio eletrônico, para os manés que acham que são nacionalistas traduzindo o que não precisa) enviado pelo leitor Alexandre Vinadé, que pediu para não ser identificado.

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sistema de amortecimento (1)

“Enchi a cara de vinho e tava de bicicleta. Óbvio que caí, mas não me machuquei.”

relato de C.H.C., Pinhal, Rio Grande do Sul.

O consumo do álcool – no caso específico, vinho, não funciona necessariamente como um sistema confiável de prevenção a lesões corporais na prática de atividades desportivas de risco, mas ele ameniza a dor causada pelo impacto do corpo do indivíduo com o a superfícia dura, agravado pela massa do mesmo em relação à velocidade da queda e distância no ponto de origem ao final.

Porém, foi o consumo do vinho que aliviou a dor, permitindo que o ciclista em questão pudesse se concentrar no que realmente importava no momento: verificar a gravidade dos ferimentos e dirigir-se a um local de descanso ou, caso fosse necessário, a uma unidade médica.

Aquecimento

Encha o copo com vinho tinto. Deixe o vinho respirar, ou beba sem espera. Dependendo da qualidade, melhor se livrar o quanto antes do tormento do primeiro gole.

Tome outro. Sinta o vinho chegando em seu estômago. Um calafrio talvez se espalhe pelo corpo, e então chega o calor.

Bem-vindo ao inverno.