Hoje, 18 de maio, é Dia Nacional da Luta Antimanicomial, como mencionado pelo cartunista André Dahmer (via twitter).
Reescrevo, abaixo, algumas dessas menções:
Minha mãe é diretora de um manicômio judiciário. Ela está lutando para trocar as Comarcas (camas de cimento) por camas comuns. Os presos apelidaram as camas de cimento de Comarcas fazendo uma brincadeira com o sistema judiciário: “Na minha comarca, ninguém entra.”. Minha mãe e minhas duas irmãs são Assistentes Sociais. Já viram de tudo, já estiveram em todos os infernos criados pelo homem.
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Quem já assistiu o filme O Bicho de Sete Cabeças (roteiro de Luis Bolognesi e colaboradores; direção de Lair Bodansky) até o fim deve ter lido sobre um processo de reforma psiquiátrica no Brasil.
A relação entre essa luta, o filme e o tema deste blog é singela, mas inevitável. Gosto de escrever sobre a necessidade de diversão, e o faço por diversão.
Da mesma forma que o personagem protagonista do filme é internado ao recorrer a uma droga recreacional e, talvez por falta de informação dos seus pais a respeito da mesma, por conceitos enraizados na maior parte da sociedade de que participavam, junto ao próprio descaso da instituição psiquiátrica para os já considerados mentalmente insanos, acaba por ter sua sanidade mental real e fortemente afetada, piorando seu entendimento com os pais que o internaram por uma saudável preocupação a familiares e afetando a vida de cada um desses indivíduos.
Portanto, não esqueçam dos que ainda estão trancafiados em algum lugar devido ao descaso daqueles que entorpeceram-se com a deliberada ignorância à realidade alheia.
Beba como manda o estereótipo irlandês, more no Brasil ou onde quiser, mas viva como um ser humano em constante mesmo que indireto contato com outros.